4 de dez de 2014

Efeitos gastrintestinais de metformina

A importância do diabetes mellitus (DM) cresce a cada dia em razão do aumento de sua prevalência e por sua habitual associação à dislipidemia, à hipertensão arterial e à disfunção endotelial. No Brasil, dados do Ministério da Saúde, mostram que a prevalência de diabetes autorreferida na população acima de 18 anos aumentou de 5,3% para 5,6%, entre 2006 e 2011 e que o DM aumenta de acordo com a idade da população: 21,6% dos brasileiros com mais de 65 anos referiram a doença, enquanto que apenas 0,6% das pessoas na faixa etária entre 18 e 24 anos tem diabetes.
O controle dos níveis glicêmicos é essencial para o tratamento do DM, para prevenção das complicações agudas e crônicas, promovendo a qualidade de vida e reduzindo a mortalidade. Para isso, é fundamental a adoção de hábitos de vida saudáveis e, quando as medidas não farmacológicas não são suficientes para promover o controle glicêmico, o tratamento farmacológico com antidiabéticos orais constitui a primeira escolha para o tratamento do DM tipo 2, uma vez que promovem, com controle estrito, redução na incidência de complicações e têm boa aceitação pelos pacientes.
A metformina é medicamento de primeira escolha no tratamento DM tipo 2. O fármaco aumenta a captação da glicose e sua utilização na musculatura esquelética, reduzindo resistência à insulina e diminuindo a produção hepática de glicose. Metformina mostra eficácia em prevenir complicações vasculares do diabetes e mortalidade, superando sulfonilureias, acarbose, tiazolidinedionas, meglitinidas, insulina e dieta.
Entretanto, reações adversas no trato gastrintestinal são muito comuns com o uso de metformina, entre elas náuseas, vômitos, flatulência, dor abdominal e diarreia, podem comprometer a adesão do paciente ao tratamento. Na seção Pergunte ao CIM-RS, clique aqui e confira a resposta à pergunta: Existe alguma forma de amenizar os sintomas gastrintestinais do medicamento metformina?
Como complemento, recomendamos a leitura do boletim Australian Prescriber, sobre prescrição segura de metformina em diabetes. Para ler o boletim, clique aqui.

Boa leitura,
Equipe CIM-RS

Fontes:

- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica : diabetes mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_36.pdf.
- BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010 / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/formulario_terapeutico_nacional_2010.pdf.

- BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Uso Racional de Medicamentos: temas selecionados. Uso Racional de Antidiabéticos no âmbito da Atenção Primária à Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: http://crorn.org.br/_pdfs/uso-racional.pdf.

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