17 de fev de 2017

Acupuntura funciona?


ACUPUNTURA X OSTEOARTRITE

Há 28 anos, em março de 1988, o Governo Federal implantou oficialmente a Acupuntura nos serviços públicos de saúde, através da Resolução 05/88/CIPLAN - Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação.
Atualmente, sete conselhos profissionais reconhecem a acupuntura como especialidade, são eles: CFM (Conselho Federal de Medicina); COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional); COFEN (Conselho Federal de Enfermagem); CFFa (Conselho Federal de Fonoaudiologia); CFF (Conselho Federal de Farmácia); CFP(Conselho Federal de Psicologia); e o CFBM (Conselho Federal de Biomedicina)1.
Dentro da concepção da medicina chinesa, a doença é uma manifestação de desequilíbrio energético, e a acupuntura seria uma forma de restabelecer a harmonia perdida, por meio da inserção de agulhas em pontos específicos do corpo1.  
A osteoartrite consiste na degeneração da cartilagem e do osso subjacente2. A acupuntura é uma alternativa eficaz e segura aos medicamentos alopáticos nessa condição clínica?
Em uma revisão sistemática, David Scott, no ano de 2007, encontrou resultados que apontam para o alívio da dor pelo uso de anti-inflamatórios não-esteroidais por pacientes com osteoartrite do joelho, em curto prazo. Entretanto, o uso frequente de anti-inflamatórios pode resultar em eventos adversos importantes. Por outro lado, um conjunto de evidências sugere que a acupuntura é capaz de aliviar os sintomas da osteoartrite do joelho, sem ocasionar eventos adversos relevantes. O mecanismo de ação da acupuntura permanece obscuro, e isso dificulta sua aceitação generalizada2.
Pesquisadores concluíram, em uma meta-análise que avaliou a permanência dos benefícios da acupuntura em pacientes com dor crônica, que os efeitos perduram por até 12 meses4.
Os resultados de um ensaio clínico conduzido por Yan Zhang, em 2016, demonstraram que a acupuntura pode ser uma alternativa eficaz no alívio da dor e na recuperação da cartilagem em pacientes com osteoartrite no joelho, sugerindo inclusive um efeito clínico superior quando comparado com a fisioterapia3.
Consultando a base Cochrane de revisões sistemáticas e outras bases de dados, como PubMed e Embase, é evidente o baixo número de ensaios clínicos randomizados de qualidade existentes sobre o tema, resultando em revisões sistemáticas e meta-análises inconclusivas em sua maioria. No entanto, ausência de evidência não significa necessariamente ausência de efeito. Portanto, é de suma importância que mais estudos controlados de boa qualidade sobre segurança e efetividade sejam realizados.

Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli
Revisado por Clarissa Ruaro Xavier

REFERÊNCIAS
  1. Associação Brasileira de Acupuntura. Disponível em: http://www.abapuntura.com.br/. Acesso em: 17/02/2017
  2. David Scott e Anna Kowalczyk. Osteoarthritis of the knee.  BMJ, clinical evidence. 1121, 2007.
  3. Yan Zhang, Fei Bao, Yan Wang, e Zhihong Wu. Influence of acupuncture in treatment of knee osteoarthritis and cartilage repairing. America Jounal of Translational Research. Ed.: 8(9), páginas 122-129, 2016.
  4. MacPherson H, Vertosick EA, Foster NE, Lewith G, Linde K, Sherman KJ, Witt CM, Vickers AJ; Acupuncture Trialists. The persistence of the effects of acupuncture after a course of treatment: A meta-analysis of patients with chronic pain. The journal of the International Association for the Study of Pain, 17, páginas 10-17, 2016.


10 de fev de 2017

Afinal, posso abrir a cápsula de omeprazol?

   
Preparações extemporâneas são formulações que alteram a forma farmacêutica de um medicamento para atender demandas e necessidades específicas de paciente especiais. Frequentemente, omeprazol faz parte do tratamento de pacientes sondados ou com disfagia. Dadas as dificuldades de deglutição destes pacientes, as preparações extemporâneas, a partir de cápsulas de omeprazol, são muito usadas.
Omeprazol é utilizado pelos pacientes nas suas residências, na forma de cápsulas. Da mesma forma, nos hospitais, geralmente, está padronizado em cápsula e nessas situações o omeprazol precisa ser alterado para uma suspensão.
Posso abrir a cápsula do omeprazol?
A estabilidade do omeprazol é dependente do pH1,2,3. O fármaco sofre rápida degradação em meio ácido, mas tem uma estabilidade aceitável em condições alcalinas2,3. Exibe estabilidade máxima em pH 11 e decompõe rapidamente abaixo de pH 7,83.
Para administração dos grânulos através de sonda nasogástrica em ambientes hospitalares, são descritas na literatura preparações em que o conteúdo das cápsulas é disperso em bicarbonato de sódio 8,4% ou água.1,2.
Para preparo de uma suspensão extemporânea de omeprazol 2mg/mL, adiciona-se o conteúdo de 10 cápsulas de 20 mg de omeprazol em 100 mL de uma solução de bicarbonato de sódio 8,4%4,5,6 agitar por alguns minutos4,5,6(15 minutos3), proteger da luz4,5; a preparação é estável por 14 dias em temperatura ambiente e 45 dias sobre refrigeração4,6. Em outra fonte é relatado que a suspensão permanece estável por até 7 dias sob refrigeração5.
A decomposição do omeprazol resulta na alteração da cor da suspensão. A cor amarela não significa suspensões inaceitáveis, no entanto, suspensão com as cores amarela escura, laranja, púrpura, marrom ou preto não devem ser utilizadas.

Em casa, aos pacientes com dificuldade de deglutição, as cápsulas1,2,3,7 têm sido abertas e misturadas1,2,3,7 com uma pequena quantidade1,2 de suco de frutas1,2,3 ácidas, como laranja1,2, purê de maçã frio,7 ou até mesmo iogurte3. Tomar um copo de água fria em seguida1,7. Esta alternativa é considerada útil para preservar a integridade do fármaco até alcançar o ambiente alcalino do duodeno3. Os pacientes devem ser instruídos a não mastigar os grânulos1,2,7 e que também não devem misturá-los com leite antes da administração2.

Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli
Revisado por Farm. Clarissa Ruaro Xavier
  1. DRUGDEX® System. MICROMEDEX® Truven Health Analytics. The Healthcare Business of Thomson Reuters. Disponível em: http://www.micromedexsolutions.com/home/dispatch. Acesso em: 10/02/2017
  2. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010 / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
  3. TRISSEL, L. A. Trissel’s - Stability of Compounded Formulations. 4.ed. Washintong: American Pharmaceutical Association, 2009.
  4. JACKSON, M.,LOWEY, A. Handbook of Extemporaneous Preparation. Chicago: PhP, 2010.
  5. SNOKE, J. et al. Drug Information Handbook. 23. ed. Hudson: Lexi-comp, 2014.
  6. White, R., Bradman, V. Handbook of Drug Administration Via Enteral Feeding Tubes. Ed. RPS Publishing, 2007.
  7. MCEVOY, G. K. (Ed.) AHFS Drug Information. Bethesda: ASPH, 2014.

8 de fev de 2017



     Comunicamos que na próxima sexta-feira dia 10 de fevereiro, o CIM-RS não atenderá demandas enviadas, mas fiquem todos atentos, haverá nova publicação no BLOG.
        Os questionamentos enviados nesta data, serão retomados na segunda-feira dia 13.

Atenciosamente 

Equipe CIM-RS


3 de fev de 2017

Loratadina prescrita mais de uma vez ao dia, e agora?


PERGUNTE AO CIM
            É racional usar loratadina 10mg mais de uma vez ao dia?
            Loratadina é um anti-histamínico de longa ação (o tempo de meia-vida mais longo permite a administração em dose única diária1), indicado para asma alérgica2,4, urticária e rinite alérgica1,2,4,5,6.
            A dose oral recomendada é de 10mg uma vez ao dia1,2,3,4,5,6, e, alternativamente2,3,6 para rinite alérgica em adultos e crianças2,6 com 6 anos ou mais6, de 5mg a cada 12 horas2,3,6.            
            É relatado que, quando 10mg de loratadina são administradas em dose diária única ou múltipla, o efeito antialérgico persiste por 24h ou mais4,5,6,7; contudo, a duração do efeito varia conforme a dose.
            Em um estudo com pessoas saudáveis recebendo 10mg, 20mg, ou 40mg de loratadina duas vezes ao dia por 28 dias, a melhora da urticária induzida por loratadina persistiu por pelo menos 12h após a administração da primeira dose do medicamento e por pelo menos 32h, 36h ou 48h após a administração da última dose de 10mg, 20mg, ou 40mg, respectivamente. Em outro estudo em adultos saudáveis recebendo dose única diária de loratadina, a melhora da urticária induzida por loratadina persistiu por 12h após dose oral de 10mg, enquanto a melhora com doses de 40mg e 80mg foi maior, chegando a 48 horas6.
            Portanto, apesar de suas características farmacocinéticas permitirem a administração de dose diária única, para que haja um efeito prolongado, a loratadina pode ser prescrita em doses superiores a 10mg ao dia e inclusive mais de uma vez ao dia, dependendo da situação clínica e a critério de um médico ou farmacêutico.
Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli
Revisado por Prof. Farm. Tatiane da Silva Dal Pizzol

  1. DUNCAN, B.B.; SCHMIDT, M.I.; GIUGLIANI, E.R.J.; Medicina Ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013.
  2. DRUG Facts and Comparisons. 2014 Edition. St.Louis: Facts and Comparisons, 2013.
  3. SWEETMAN S. (Ed), Martindale: the complete drug reference. London: Pharmaceutical Press. Electronic version, Greenwood Village, Colorado: Truven Health Analytics. The Healthcare Business of Thomson Reuters. Disponívelem: http://www.micromedexsolutions.com/home/dispatchAcesso em: 31/01/17.
  4. DRUGDEX® System. MICROMEDEX® Truven Health Analytics. The Healthcare Business of Thomson Reuters. Disponível em: http://www.micromedexsolutions.com/home/dispatch. Acesso em:03/01/2017.
  5. SNOKE, J. et al. Drug Information Handbook. 23. ed. Hudson: Lexi-comp, 2014.
  6. MCEVOY, G. K. (Ed.) AHFS Drug Information. Bethesda: ASPH, 2014

27 de jan de 2017

Whey protein funciona?

                          


     Os suplementos whey protein (WP) são conhecidos por sua alta qualidade nutricional, absorção rápida, e como fonte rica de aminoácidos essenciais, especialmente os aminoácidos de cadeia ramificada1.
Durante o exercício físico, os músculos sofrem pequenas lesões, que são resolvidas pelas proteínas sintetizadas por células do tecido muscular durante a atividade física. Acredita-se que o consumo de WP, elaborado a partir da proteína extraída do soro do leite, acelere esse processo e potencialize o aumento da massa magra1
     O consumo a longo prazo de uma dieta rica em proteínas, como por exemplo, WP, pode estar ligado a problemas como perda de massa óssea e disfunção renal. No entanto, embora seja bem aceito que uma dieta rica em proteínas pode ser prejudicial para indivíduos com disfunção renal existente, há pouca evidência de que a ingestão elevada de proteínas seja perigosa para indivíduos saudáveis2.
   Reidy e colaboradoresem 2016 obtiveram resultados pouco animadores para quem utiliza WP. A suplementação protéica em jovens saudáveis aumentou minimamente a massa muscular, além de não melhorar a força4. Outro ensaio clínico randomizado obteve resultados semelhantes:a ingestão de 20 gramas de proteína de soro do leite imediatamente após os treinos não aumentou a massa corporal magra, força e função física em pessoas idosas quando comparado a carboidratos isocalóricos5.
      Mesmo com o aumento da popularidade destes suplementos, categorizados como alimentos pela ANVISA, questiona-se a qualidade nutricional desses produtos; portanto, seu uso deve sempre contar com o acompanhamento de um profissional de saúde capacitado.

Texto elaborado por Acadêmico Iago Christofoli
Revisado por Prof. Tatiane da Silva Dal Pizzol

  1. ALMEIDA, C. C.; CONTE-JÚNIOR, C. A.; SILVA, A. C. O.; ALVARES, T. S. Proteína do soro do leite: composição e suas propriedades funcionais. Enciclopédia Biosfera, v. 9, p. 1840—1854, 2013.
  2. Cuenca-Sanchez, M., Navas-Carrillo, D. and Orenes-Pinero, E. (2015). Controversies Surrounding High-Protein Diet Intake: Satiating Effect and Kidney and Bone Health. Advances in Nutrition: An International Review Journal, 6(3), pp.260-266,2015
  3. Reidy PT, Borack MS, Markofski MM, Dickinson JM, Deer RR, Husaini SH, Walker DK, Igbinigie S, Robertson SM, Cope MB, Mukherjea R, Hall-Porter JM, Jennings K, Volpi E, Rasmussen BB. Protein Supplementation Has Minimal Effects on Muscle Adaptations during Resistance Exercise Training in Young Men: A Double-Blind Randomized Clinical Trial. The Journal of Nutrition. 146: 1660-1669, 2016.
  4. Arnarson A, GudnyGeirsdottir O, Ramel A, Briem K, Jonsson PV, Thorsdottir I. Effects of whey proteins and carbohydrates on the efficacy of resistance training in elderly people: double blind, randomised controlled trial, v. 8 p.821-826, 2013.

20 de jan de 2017

Diclofenaco e os diferentes sais


              Hoje, o CIM-RS além de parabenizar todos os estudantes e profissionais da área pela passagem do dia do Farmacêutico, responde uma questão sobre as particularidades do diclofenaco quando associado a diferentes sais. Não deixe de compreender as diferenças, Clique aqui!

13 de jan de 2017

Estatinas e dor




Estatinas são classificadas como agentes anti-hiperlipidêmicos empregadas na redução de mortalidade em pacientes com doenças cardiovasculares. Entre os efeitos adversos, é relatado dor em músculos esqueléticos e, em casos mais raros, rabdomiólise com falha renal secundária.O risco é maior em pacientes em uso de sinvastatina, quando comparada a outros fármacos da mesma classe, ou quando utilizado elevadas doses de qualquer estatina, em comparação com doses baixas1.
Estatinas são amplamente prescritas para idosos;entretanto, a maioria dos estudos que comprovam sua eficácia são realizados com indivíduos mais jovens, pondo em xeque sua efetividade em pacientes de outras faixas etárias. O benefício do uso das estatinas em algumas condições também tem sido questionado, como em idoso sem tratamento paliativo para câncer. Com esse objetivo, resultados preliminares de estudo transversal realizado na Austrália por Turner e colaboradores apontaram para uma relação entre ouso destes fármacos e dor em pacientes idosos com câncer2.
Embora não esteja ainda totalmente elucidado, suspeita-se que um dos mecanismos que cause dor pelo uso de estatinas deva-se a insuficiência de vitamina D, a qual estaria associada com a via de metabolização das estatinas; em indivíduos com deficiência dessa vitamina, a metabolização das estatinas ocorreria em menor extensão, gerando toxicidade3.
Nesse sentido, pacientes em uso de estatinas, particularmente idosos e com comorbidade podem se beneficiar de intervenções farmacêuticas que visem o seguimento farmacoterapêutico, com acompanhamento da ocorrência de efeitos adversos e outros possíveis problemas relacionados a medicamentos (PRM).
 Texto elaborado por Gustavo F Marcowich
Revisado por Prof. Farm. Tatiane da Silva Dal Pizzol
  1. DRUG Facts and Comparisons. 2014 Edition. St.Louis: Facts and Comparisons, 2013
  2. Turner JP et al. Statin Use and Pain in Older People with Cancer: A Cross-Sectional Study. Journal compilation 2014, The American Geriatrics Society.
  3. Pereda CA, Nishishinya MB. Is there really a relationship between serum vitamin D (25OHD) levels and the musculoskeletal pain associated with statin intake? A systematic review. ReumatolClin. 2016 Apr 25. pii: S1699-258X(16)30001-8. doi: 10.1016/j.reuma.2016.03.009.



6 de jan de 2017

Acne: além da aparência


Na adolescência, além de lidar com frequentes mudanças comportamentais e sociais, o adolescente passa por mudanças físicas e hormonais, e surgimento de acne. Em uma fase do desenvolvimento onde a preocupação com a aparência cresce em importância, o surgimento de acne pode levar a insegurança, timidez e comprometimento da autoestima1,2.

Em 2010, a acne esteve entre as dez doenças mais prevalentes no mundo3. Estudos demonstram a relação entre acne e ansiedade, depressão e outros transtornos psicossociais, tanto em crianças quanto em adultos. Em um estudo longitudinal prospectivo com dados de mais de 1000 indivíduos acompanhados por 23 anos, foi identificada uma relação entre ansiedade persistente durante adolescência e vida adulta e o desenvolvimento de acne4.

Para o tratamento desta condição, um dos medicamentos utilizados é a isotretinoína, um retinóide sintético. O uso e a dose devem ser rigorosamente avaliados e monitorados, devido aos potenciais efeitos adversos, entre os quais tem sido destacado o desenvolvimento de depressão, psicose e, raramente, idealização de suicídio, efeitos identificados durante a fase de farmacovigilância5.

Um dos problemas associados com os efeitos adversos psiquiátricos é a dificuldade de prever quais pacientes poderão desenvolver tais efeitos. É importante realizar avaliação psicológica dos pacientes antes, durante e após o tratamento com o fármaco para acompanhar possível desenvolvimento de transtornos mentais6. Para melhor auxiliar na prescrição de isotretinoína, foram desenvolvidas, na Austrália, recomendações que podem ser conferidas em: https://www.dropbox.com/s/3vf3k6h173llweu/ajd12117.pdf?dl=0

Texto elaborado por Gustavo F Marcowich
Revisado por Prof. Farm. Tatiane da Silva Dal Pizzol

1. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA. Acne. Disponível em: http://www.sbd.org.br/doencas/acne-2/ Acessado em: 09/12/2016
2.     (HARDMAN, J. G.; LIMBIRD, L. E. (Ed.) Goodman & Gilman - As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 10.ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2003.
3.     Hay RJ, Johns NE, Williams HC et al. The global burden of skin disease in 2010: an analysis of the prevalence and impact of skin conditions. J Invest Dermatol 2014; 134:1527–34.
4.     Ramrakha S, Fergusson DM, Horwood LJ, Dalgard F, Ambler A, Kokaua J, Milne BJ, Poulton R. Cumulative mental health consequences of acne: 23-year follow-up in a general population birth cohort study. Br J Dermatol. 2016 Nov;175(5):1079-1081. doi: 10.1111/bjd.13786. Epub 2016 Sep 13.
5.     MCEVOY, G. K. (Ed.) AHFS Drug Information. Bethesda: ASPH, 2014

6.     Rowe C, Spelman L, Oziemski M, Ryan A, Manoharan S, Wilson P, Daubney M, Scott J. Isotretinoin and mental health in adolescents: Australian consensus. Australas J Dermatol. 2014 May;55(2):162-7. doi: 10.1111/ajd.12117. Epub 2013 Nov 28.




23 de dez de 2016

Câncer de pele - como se prevenir



Câncer de pele é o tipo de câncer maligno mais prevalente no Brasil. Mais comum em pessoas acima de 40 anos, é relativamente raro em crianças e negros. O principal fator de risco é a exposição a raios ultravioleta (UV), prevalecendo em pessoas que trabalham constantemente sob o sol ou que passem muito tempo sob exposição em horários de risco (10-16h)1. O seu tipo mais agressivo, o melanoma, é um dos tipos de câncer de pior prognóstico2.


É recomendável que todos sigam as instruções para prevenir o desenvolvimento de câncer de pele como uso de protetor solar FPS 30 ou mais3, chapéus, guarda-sol, e não se expor ao sol dentro do horário de risco. Existem indivíduos com maior prevalência e riscos de desenvolverem este tipo de câncer:  pessoas com fototipos claros, facilidade de se queimar, cabelos ruivos ou loiros ou olhos verdes ou azuis. Estes devem ter atenção ainda maior quanto às medidas de prevenção1,2.


Portanto é necessário cuidado quanto a exposição ao sol, seguindo recomendações de órgãos de saúde. Para se proteger de maneira mais eficaz, dê uma olhada no folheto informativo desenvolvido por alunos e profissionais da Farmácia Popular do Brasil/Farmácia Escola da Faculdade de Farmácia da UFRGS.

Texto elaborado por Gustavo F Marcowich
Revisado por Prof. Farm. Tatiane da Silva Dal Pizzol


REFERÊNCIAS
  1. INCA. Pele não melanoma. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pele_nao_melanoma Acessado em: 14/12/2016
  2. CONITEC. Protocolo Clínicos  e Diretrizes Terapêuticas em Oncologia. Disponível em: http://conitec.gov.br/images/Protocolos/livro-pcdt-oncologia-2014.pdf Acessado em: 14/12/2016). Sociedade Brasileira de Dermatologia. Câncer de pele. Disponível em: http://www.sbd.org.br/doencas/cancer-da-pele/ Acessado em: 20/12/2016

Final de ano

Informamos que o CIM-RS entrará em recesso de fim de ano e não abrirá na semana entre os dias 25 e 31 de dezembro.

Aproveitamos para desejar boas festas e um próspero ano novo!

- Equipe CIM-RS