11 de abr de 2013

Tratamento da febre em crianças com antipiréticos alternados




A febre é comum em crianças e, frequentemente, gera ansiedade em pais e cuidadores denominada, por vezes, de febrefobia. Assim, o uso de medicamentos no manejo da febre é uma prática comum em crianças, incluindo o uso de esquemas alternados de antipiréticos. Dentre os erros frequentemente cometidos com antitérmicos estão o seu uso em qualquer elevação de temperatura corporal e a repetição excessiva de administrações, sem observar o período de latência desses fármacos. O desconhecimento do tempo necessário para se iniciar o efeito conduz à falsa ideia de que alguns antitérmicos (paracetamol e ibuprofeno, por exemplo) não sejam tão eficazes, exigindo a administração de outro agente (dipirona, por exemplo) para a supressão da febre.

Quando tratar, como e por que tratar (ou não tratar) a febre em crianças ainda são questões que geram dúvidas e opiniões diversas, e que motivaram a realização de estudo publicado recentemente no Jornal de Pediatria , com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Nesse estudo, foram avaliadas as principais condutas terapêuticas adotadas por pais ou cuidadores quando seus filhos de 0 a 6 anos tem febre, em uma amostra da população infantil de Bagé, Rio Grande do Sul. Os pesquisadores verificaram que a maioria dos pais ou cuidadores (cerca de 73%) administra medicamentos como primeira medida diante de um episódio febril. O uso de esquemas alternados de antipiréticos (por exemplo, administrar paracetamol e dipirona alternadamente, em intervalos de 4/4h) foi verificado para quase um terço dos participantes do estudo, uma prática que não encontra respaldo na literatura, de acordo com revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados, também publicado no Jornal de Pediatria. Além disso, foi observado que a maioria dos cuidadores considerou como febre temperaturas inferiores às preconizadas, e apontou a ausência de resposta à monoterapia (o uso de um único princípio ativo) e a indicação médica como as principais razões para o uso alternado.

O artigo Condutas terapêuticas e uso alternado de antipiréticos no manejo da febre em crianças, que apresenta os resultados deste estudo pode ser conferido na íntegra aqui


Boa leitura,

Equipe CIM-RS 

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