1 de out de 2013

Antiparasitários em pediatria



As parasitoses representam grave problema de saúde pública, e sua prevalência é alta em locais nos quais as condições de vida e de saneamento básico não são adequadas. O desconhecimento de princípios de higiene pessoal e de cuidados na preparação dos alimentos facilita a infecção e predispõe a reinfecção em áreas endêmicas. As crianças merecem destaque especial, pois são o principal alvo das infecções parasitárias e nelas ocorrem as repercussões mais significativas das parasitoses intestinais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a população infantil em idade escolar é a mais vulnerável a agentes infecciosos como os helmintos e protozoários.
Os principais sintomas das parasitoses intestinais são dor abdominal, prurido, obstrução intestinal, depleção de carboidratos, anemia, desnutrição, fraqueza, diarreia e anorexia. O tratamento das parasitoses é feito com terapia farmacológica oral, em diferentes doses e posologias. Os medicamentos anti-helmínticos são considerados relativamente eficazes e seguros. 
Considerando que as crianças são mais frequentemente acometidas por parasitoses intestinais e que muitos medicamentos comercialmente disponíveis não apresentam provas suficientes de segurança e eficácia para utilização nesse público, os prescritores, em geral, determinam o tratamento com base em sua experiência e julgamento, decidindo sobre indicações, doses e formulações. Nesse contexto o Pergunte ao CIM-RS dessa semana responde: Albendazol e mebendazol são seguros para utilização em crianças menores de 2 anos? Qual a dose recomendada?”. Para conferir a reposta na íntegra, clique aqui.
Boa leitura,

Equipe CIM-RS

Fontes:
- PISETTA, C. et al. Parasitoses intestinais na população infantil um problema de saúde pública emergente - Centro Universitário de Maringá, Maringá – PR. IV EPCC – Encontro de Produção Científica do Cesumar – ANAIS 2005.
- BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010 / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
- ANDRADE, E.C.; et al. Parasitoses intestinais: uma revisão sobre seus aspectos sociais, epidemiológicos, clínicos e terapêuticos. Rev. APS, Juiz de Fora, v. 13, n. 2, p. 231-240, abr./jun. 2010

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